paz  escrito em terça 05 agosto 2008 15:03

trecho da letra de Gilberto Gil...

Boa tarde!

beijocas

Kau

A paz, invadiu o meu coração
De repente me encheu de paz
como se o vento de um tufão arrancasse os meus pés do chão
onde eu já não me enterro mais
A paz, fez o mar da revolução invadir meu destino
A paz, com aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão, fez nascer um Japão na paz
Eu pensei em mim, eu pensei em ti, eu chorei por nós
Que contradição, só a guerra faz nosso amor em paz!
Eu vim, vim parar na beira do cais
onde a estrada chegou ao fim, onde o fim da tarde é lilás
onde o mar arrebenta em mim, o lamento de tantos ais!
(Gilberto Gil)
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Segunda  escrito em segunda 04 agosto 2008 20:55

Boa semana!

beijocas

Kau

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O casamento  (retalhos) escrito em segunda 04 agosto 2008 20:43

 

 

Hoje contarei mais um pouco da vida da menina magricela, com um momento orangotango dela...rs

Como eu já citei em outros textos,a magricela tinha uma vizinha bem bonitinha,quem sempre brincava com a magricela,pois é a tia da amiguinha ia se casar e pediu a mãe da magricela ,se ela e a sobrinha poderíamser "damas de honra" do casamento.

A menina ficou feliz demais, nessa época a magricela devia ter uns 7 ou 8 anos,estaría em um casamento,como dama! Ah,que legal!

ficou combinado que as meninas iriam com o mesmo modelo de vestidos só diferenciando a cor,a magricela iria de azul e a amiguinha iria de rosa,bom,azul não era o forte da magricela ,mas...fazer o que...

No dia do casório, a magricela estava bonitinha! Seu vestido era todo de camadas de rendinhas azuis bem clarinho,sapatinho "boneca" branco com saltinho(sonho da magricela, usar saltinho...rs),o cabelo apesar de curto, todo enfeitado de flores...

A magricela estava se achando linda! Nem sentar no carro do pai quería para não amarrotar o vestido...ela estava muito compenetrada e responsável, em sua função de daminha...

 A mãe dá magricela estava orgulhosa, afinal alem de estar bonitinha ela também estava muito bem comportada! Compenetrada,na porta da Igreja, esperando o grande momento de começar o casamento

Todos felizes esperando o grande momento,nada podería dar errado...ou...

Tudo ia bem  até que iniciou a marcha nupcial, foi entregue a magricela uma cestinha com pétalas de rosa,entregaram a amiguinha uma almofada com as alianças(não esqueçam era a tia da menina casando,logo a sobrinha levaría a aliança),a magricela quería trocar...prefería a almofadinha,as pessoas explicavam que ela levaría a cestinha...nem assim ela se conformava

A música começou,as daminhas entram na Igreja e no meio do caminho a magricela puxa a almofada da mão da amiga,as alianças rolaram entre os bancos da Igreja,a amiga...ficou muitoooooo zangada e derrubou a cestinha da magricela,ali mesmo...com a noiva uns 5 passos atrás as duas se embolaram e rolaram no tapete aos tapas!

Bom,amigos,o saldo desse casamento foi inesquecível! Convidados se abaixando procurando as alianças e duas daminhas com as rendinhas do vestido toda pendurada,despencadas mesmo...

Na festa...ah essas meninas, já descalças, sujas e com os vestidos destruídos,passeavam alegremente entre as mesas,sorrindo e de mãos dadas

Eu disse à vocês,essa magricela é terrível!

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Affonso Romano de Santana  escrito em segunda 04 agosto 2008 20:04

Texto lindo demais..

A MULHER MADURA" - O rosto da mulher madura entrou na moldura de meus olhos.

De repente, a surpreendo num banco olhando de soslaio, aguardando sua vez no balcão. Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camelôs. Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria. A mulher madura, com seu rosto denso esculpido como o de uma atriz grega, tem qualquer coisa de Melina Mercouri ou de Anouke Aimé.

Há uma serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência, quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites de seu corpo e vai florescendo estabanada. É como um nadador principiante, faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda.

A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe. O silêncio em torno de seus gestos tem algo do repouso da garça sobre o lago. Seu olhar sobre os objetos não é de gula ou de concupiscência. Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. Sabem a distância entre seu corpo e o mundo.

A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.

A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia. Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a sutileza de um oboé sobre a campina do leito.

A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de setembro e abril.

O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. Inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência uma pura e agreste possibilidade. Ela conhece seus mecanismos, apalpa suas mensagens, decodifica as ameaças numa intimidade respeitosa.

Sei que falo de uma certa mulher madura localizada numa classe social, e os mais politizados têm que ter condescendência e me entender. A maturidade também vem à mulher pobre, mas vem com tal violência que o verde se perverte e sobre os casebres e corpos tudo se reveste de uma marrom tristeza.

Na verdade, talvez a mulher madura não se saiba assim inteira ante seu olho interior. Talvez a sua aura se inscreva melhor no olho exterior, que a maturidade é também algo que o outro nos confere, complementarmente. Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelador.

Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo.

A mulher madura está pronta para algo definitivo.

Merece, por exemplo, sentar-se naquela praça de Siena à tarde acompanhando com o complacente olhar o vôo das andorinhas e as crianças a brincar. A mulher madura tem esse ar de que, enfim, está pronta para ir à Grécia. Descolou-se da superfície das coisas. Merece profundidades. Por isto, pode-se dizer que a mulher madura não ostenta jóias. As jóias brotaram de seu tronco, incorporaram-se naturalmente ao seu rosto, como se fossem prendas do tempo.

A mulher madura é um ser luminoso é repousante às quatro horas da tarde, quando as sereias se banham e saem discretamente perfumadas com seus filhos pelos parques do dia. Pena que seu marido não note, perdido que está nos escritórios e mesquinhas ações nos múltiplos mercados dos gestos. Ele não sabe, mas deveria voltar para casa tão maduro quanto Yves Montand e Paul Newman, quando nos seus filmes.

Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam emnão esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar.

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gif 2  (Miscelâneas e gifs) escrito em domingo 03 agosto 2008 19:32

 

 

 

 

 

 

 

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